Funcionário da Chemtech disputará o Mundial de Remo Adaptável


O massoterapeuta da Chemtech Luciano Pires representará o Brasil no Campeonato Mundial de Remo Adaptável (para atletas com deficiência), em Poznan, Polônia, na categoria LTA, destinada a remadores que tem funcionalidade de tronco, pernas e braços.
Aos 31 anos, Luciano já tem uma boa experiência no esporte. Ele é remador do Botafogo e integra a Seleção Brasileira desde 2006, tendo participado dos campeonatos mundiais de 2006, na Inglaterra, e 2007, na Alemanha. Em 2008, ele esteve presente na estreia do Remo Adaptável em Paraolimpíadas, em Pequim, na China. O para-atleta faz parte da equipe Quatro Com Misto, na qual homens e mulheres dividem um barco para quatro pessoas.
Luciano Pires começou a ter problemas de visão aos 10 anos de idade, após um grave acidente de carro. Ingressou, então, no Instituto Benjamim Constant, onde chegou a praticar natação. Mais tarde, com a grande redução da visão (apenas 5%), não conseguiu controlar a ansiedade e ficou muito acima do peso, procurando o remo como uma saída para emagrecer. Não imaginando que ali se iniciava uma bela história.
“Com o agravamento da minha visão, fui ficando muito ansioso, comia muito e cheguei a pesar mais de 116 kg. Entrei no remo para emagrecer, consegui perder 29 kg e fui gostando do esporte, até que surgiu a primeira convocação para a seleção. Hoje, posso dizer que não consigo viver sem fazer isso”, declara. “A gente vem melhorando nossos resultados a cada ano. Em Pequim, conseguimos chegar à final B e ficamos em 7º lugar. Acho que até Londres dá para melhorar bastante e brigar por uma medalha”, conclui.

Massoterapia – Luciano Pires trabalha na Chemtech como massoterapeuta. A massoterapia entrou na vida de Luciano ainda nos tempos de estudante do Instituto Benjamim Constant, por meio de uma professora que lecionava também neste curso. Depois de se profissionalizar na área, o para-atleta começou a trabalhar como prestador de serviço. Indicado por um amigo, acabou sendo contratado pela Chemtech em fevereiro deste ano e só aparecem sorrisos e elogios ao falar do emprego ainda recente.
“É muito bom trabalhar na Chemtech. Eu fui muito bem recebido, sem qualquer tipo de preconceito, e eles me dão todo o tipo de ajuda. Não importa o problema que aparece para mim, meus colegas de trabalho encontram uma solução”, afirma.

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