Rio Solimões – Reservas têm programa de manejo para pesca do pirarucu

O pirarucu tem seu nome originado no tupi guarani (pira significa peixe e urucum, vermelho)

A pesca do pirarucu na Amazônia representa um dos maiores desafios para manutenção da espécie por populações ribeirinhas. Muito explorado pos pescadores que distribuem e lucram com o produto, o pirarucu pode ter sua população reduzida. Mas a pesca de manejo, feita de forma controlada, garante renda e preserva espécies características da região.

A pesca de manejo do peixe é praticada nas reservas de Mamirauá e Amanã, a cerca de 700 quilômetros de Manaus. Chegando a medir mais de 2 metros e pesar até 120 quilos, o pirarucu tem seu nome originado no tupi guarani (pira significa peixe e urucum, vermelho).

O pirarucu estava ameaçado de extinção e hoje só pode ser pescado em reservas. Os ribeirinhos tiveram de ficar 3 anos sem pescar e hoje a pesca é realizada por manejo, apenas em lagos que se formam nas várzeas do Solimões.

O peixe é pescado com redes, que diminuem o espaço livre para ele nadar. Ele se enrosca e vira presa. Mas quando ele não cai na rede, os ribeirinhos também usam um arpão. O pirarucu precisa subir à superfície do rio a cada 20 minutos para respirar, momento ideal para fazer o ataque.

A pesca do pirarucu é chamada de “a captura da fera”. Algumas vezes, os pescadores levam até uma hora para conseguir tirar o peixe do rio e colocar na canoa. “A vida do pirarucu é a nossa vida também. Nós temos o pirarucu aqui como se fosse uma poupança. Quando chega o período estabelecido pra gente pescar, a gente vai lá e pesca e a rende vem praticamente líquida pra mão de cada um”, diz um pescador.

GLOBO AMAZÔNIA

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