Peixes-robôs são projetados para monitorar qualidade da água

Peixes-robôs são projetados para monitorar qualidade da água
Os peixes robóticos estão sendo equipados com sensores capazes de registrar informações como temperatura, oxigênio dissolvido na água e a presença de algas prejudiciais à saúde humana, sobretudo as ameaçadoras marés vermelhas.

Peixes em lugar de submarinos

Peixes robôsOs submarinos robotizados representaram um ganho sem precedentes para a climatologia, permitindo a coleta de dados de locais sobre os quais pouco se sabia, mas que são essenciais para a regulação do clima na Terra – hoje, os robôs submarinos já monitoram todos os oceanos da Terra.

Mas pesquisadores da Universidade de Michigan acreditam que é possível melhorar essas ferramentas high-tech de monitoramento ambiental.

Para isto, segundo eles, basta permanecer na robótica, mas afastar-se dos submarinos e aproximar-se mais dos peixes.

“Os peixes são muito eficientes,” explica Xiaobo Tan, um dos membros da equipe. “Eles se locomovem de forma muito eficiente e manobram muito bem sob água, de forma impensável para um submarino.”

A saída natural é, portanto, desenvolver robôs que se pareçam mais com os peixes do que com os submarinos.

Peixes-robôs

Usando materiais avançados, Tan e sua colega Elena Litchman estão criando peixes-robôs que serão capazes de recolher dados mais precisos sobre as condições aquáticas, aprofundando o conhecimento sobre os habitats das profundezas e, sobretudo, sobre as condições das fontes de água potável.

“O peixe robótico vai coletar um conjunto consistente de dados que não se dispõe até hoje,” diz Litchman. “Com esses peixes robóticos patrulheiros nós poderemos obter informações com uma resolução espacial e temporal sem precedentes.”

O principal objetivo dos pesquisadores é desenvolver peixes-robôs capazes de monitorar as fontes de água potável utilizadas pelas estações de tratamento das cidades para fornecimento para consumo humano.

Robôs práticos

“O projeto é muito prático e nós estamos projetando os peixes-robôs para que eles sejam baratos, podendo ser usados em várias aplicações, como em lagos, represas e reservatórios de água potável em geral,” explica Tan.

Os peixes robóticos estão sendo equipados com sensores capazes de registrar informações como temperatura, oxigênio dissolvido na água e a presença de algas prejudiciais à saúde humana, sobretudo as ameaçadoras marés vermelhas.

O crescimento de algas sofre grande influência das estratificações de temperatura que se desenvolvem nas massas d’água conforme a temperatura ambiental sobe. Daí a importância de coletar dados com alta precisão espacial e temporal. Algo que somente poderá ser feito por robôs que se movimentem com extremam regularidade e precisão. Daí o interesse os pesquisadores em imitar os peixes.

Biorrobótica

Avançando o conceito de biorrobótica, os pesquisadores estão fabricando barbatanas artificiais para os seus peixes-robôs usando polímeros eletro-ativos, capazes de mudar de formato sob a ação de um campo elétrico – sobre outra pesquisa semelhante.

O primeiro protótipo, medindo 22 centímetros de comprimento, já está nadando nos tanques do laboratório de Tan e Litchman.

O próximo desafio é dotar o peixe-robô de resistência suficiente para encarar correntezas mais fortes do que as presentes no laboratório.

Os pesquisadores esperam que protótipos realistas possam estar nadando em reservatórios de água reais dentro de dois anos.

Redação do Site Inovação Tecnológica

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