DILMA, SERRA, PT, PSDB, FHC, LULA E UM DESABAFO.

ESN: 16675-080201-838850-87

Lula e seus aliados

Angeli

Sabe aqueles dias em que você está quieto no seu canto e aparece um “espírito de porco” para te cutucar e tentar te aborrecer?

Sabe quando você percebe claramente que uma pessoa se acha o único ser vivente na face da terra capaz de discernir entre o bem e o mal? Mas, você sabe rapidamente que ele não passa de um idiota por suas próprias atitudes?

Sabe quando repetem um monte de bobagens que ouviram alguém, em algum lugar, falar e tomam aquilo como uma verdade universal inquestionável? E, mesmo que você mostre que tudo aquilo não passa de balela, a pessoa não acredita?

Pois é. Ontem (16/10) me senti assim ao debater com um conhecido lá no twitter. Não que eu seja infalível, dono da verdade ou o mestre do discernimento. Todos nós somos passíveis de darmos com a “cara na porta” e os “burros n’água” vez por outra. Isso é saudável e serve para mostrar que sempre há alguém que sabe mais ou que é melhor do que nós em algum lugar do planeta e que, de uma forma ou de outra, encontraremos essa pessoa em algum momento.

Não escondi de ninguém que votei no primeiro turno em Marina Silva. Para mim, mesmo “com todos os defeitos do mundo” em relação às posições religiosas e a uma incômoda proximidade com o PT; Marina trouxe propostas diferentes e um ar de “coisa nova” para uma eleição que todos acreditavam plebiscitária.

A culpa é do leitor

Sponholz

Também não escondi de ninguém, após o primeiro turno, que meu voto agora é em José Serra. Não porque ele seja sensual, bonitão ou porque eu queira ser amante de FHC. Nunca anulei meu voto e acho que, quem o faz, perde a chance de lutar por uma política melhor facilitando a vida dos maus políticos. Mesmo assim, respeito a vontade alheia e compreendo que o voto nulo é previsto no jogo eleitoral como uma opção pessoal. Por isso, da mesma forma, o voto em Dilma ou em Serra também deve ser respeitado como uma manifestação democrática e como uma opção pessoal de quem assim o desejar.

Fico pasmo e alarmado com as aberrações que estão proliferando em nosso país em relação a essas eleições. A baixaria, a violência e a tentativa de intimidação pessoal de eleitores – de um ou do outro lado – vem sendo usadas como arma decisória na Internet e até no “mundo real”.

Isso é tremendamente pernicioso para a democracia e para nosso país e, mais uma vez, favorece apenas aos maus políticos. Mas, vamos ao exemplo do twitter:

Me perguntaram porque eu não usava um logo de José Serra em meu avatar. Respondi que meu voto em Serra é mero voto útil; sem empolgação e sem paixão. Pura racionalidade a uma situação que desaprovo atualmente; tendo sido meu voto “empolgado” em Marina. A resposta me causou estranheza: “Você, então, é contra os logos?” – Ao dizer que não e acrescentar um formal “quem quiser usar que use”, sem a menor pretensão de ser “o cara”; fui assaltado com a seguinte observação: “Sem paixão? Tá bom. Você não votou em Marina. Não acredito que alguém tenha votado em Marina vote em Serra agora”.

Ora! O indivíduo estava “lendo” a minha mente e descobrindo que eu “mentira” por vergonha de admitir que teria votado em Serra no primeiro turno. Segundo seu raciocínio, eu teria “vergonha” de admitir votar em Serra no primeiro turno, mas não teria “vergonha” de admitir o voto nele no segundo turno. Coisa estranha, não? Depois, veio com a indefectível sentença: “Sabe o que o Serra fez com a educação em São Paulo? Bater em professor é com ele mesmo”.

Então fiz a seguinte pergunta: “Mas diz aí: Não foi o próprio governo Lula, através do MEC que disse ser São Paulo o estado mais bem colocado – na verdade o primeiro do ranking nacional – em matéria de educação?”

Do outro lado… Silêncio. Depois, uma desconversa, novas “fórmulas universais e verdades absolutas”, ataques sem nexo e uma “saída vitoriosa”. Por que?

Muito simples: Uma das baboseiras que andam dizendo como um mantra pela Internet é “O Serra arruinou a educação em São Paulo”. Pois é. Se ele arruinou mesmo a educação por lá; por que o MEC (sim o próprio governo Lula – não o PIG, a Veja, o IG ou o Visão) diz que São Paulo tem a melhor educação do país e foi o estado mais bem colocado nas avaliações nacionais? Isso significa que, no resto do país, a coisa já passou do apocalipse?

Falei uma coisa lá e repito aqui: Números são frios e não permitem contaminações ideológicas se são bem colocados. O governo Lula teve avanços importantes e inquestionáveis na área social. No entanto, em tudo mais foi um desastre total. Devemos entender que um país não se faz só de Bolsa Família e de crédito fácil.

iqueLulaFlagelo

Ique

A corrupção está institucionalizada, incentivada e desculpada pelo próprio presidente da república – desde que cometida por aliados, “cumpanheiros” ou apaniguados.

Empresas estatais, antes eficientes e símbolos de um Brasil que dava certo, balançam diante do mar de incompetência, voracidade exagerada e “sanha corruptiva” descontrolada e insaciável dos gerentes “de confiança” colocados quase que unicamente para espoliar o patrimônio delas.

As “malditas privatizações” são outro ponto interessante.

Se foram mesmo “malditas”; porque não foram desfeitas nesses oito anos? A Vale, por exemplo, paga mais impostos hoje do que provia de lucros os cofres da União quando era estatal.

Você tem telefone? Provavelmente sim. E foi graças à privatização que isso se tornou possível. Um telefone custava milhares de reais e era “coisa de rico”. Tinha gente que vivia de alugar linhas telefônicas como se vive de alugar imóveis. Já pensou, morar num país assim?

Caímos quinze posições no ranking educacional da ONU. Superamos apenas países africanos ou áreas em conflito. A vergonha foi tão grande que Lula ordenou que o Brasil se retirasse das competições internacionais. Hoje, só alunos de escolas particulares vão às Olimpíadas Internacionais. Preferiram focar apenas em confrontos internos. Aqui, chocam-se mediocridade versus mediocridade e chovem medalhas enganadoras para nossos jovens, que são massacrados impiedosamente ao depararem-se com o “mundo real” da seleção profissional.

O próprio Bolsa Família, cantado em verso e prosa, teve seu foco alterado completamente e deixou de ser um programa libertário para se transformar num seguro-eleição. Formando milhões de beneficiários eternos sem nenhuma perspectiva de abandonarem o programa. A não ser, é claro, nos grandes centros; ali as aparências ainda são mantidas e cursos profissionalizantes são mesmo ministrados – embora o comparecimento não seja obrigatório. Os beneficiários só aumentam e o fundo criado para bancar o Bolsa Família já não comporta os saques do programa; estando agora o Tesouro Nacional cobrindo os rombos. Resta saber até quando o Tesouro suportará a carga.

A infraestrutura do país está em frangalhos. Os aeroportos são armadilhas mortais, as estradas que não foram “pedagiadas” estão em péssimo estado e as “rodovias da morte” proliferam.

Até a bandeira-mor, a Reforma Agrária, tão falada por Lula e expressa no apoio inexplicável ao MST e suas atitudes criminosas, como a venda de assentamentos, desvios de verbas públicas, falta de comprovação dos gastos, superfaturamentos mil e etc… Não passa de uma mentira deslavada. Mais uma vez, números do próprio governo Lula – via Ministério do Planejamento – mostram que FHC (o demônio sociólogo) assentou mais colonos do que Lula. A vergonha foi tanta que o próprio Lula ordenou a retirada dos dados da Internet.

dilma

Nani

As instituições do Estado Brasileiro se transformaram em refúgio para os “amigos dos amigos”. Funcionários exercendo Carreiras de Estado – portanto devendo absterem-se de viés político – filiam-se ao partido como forma de buscar promoções e benesses, além da proteção dos “cumpanheiros” de caminhada. Aí, temos a Receita Federal, o INSS, O Judiciário e até o Itamaraty infiltrados, recheados e entregues a um viés político-ideológico que não pode ser admitido em sociedade democrática alguma.

Temos um presidente que abdicou do cargo e transformou-se em cabo eleitoral de forma descarada, violando todas as leis eleitorais e até penais – ao utilizar dependências oficiais para campanha, pregar a sedição e a violação de leis – esquecendo-se de que foi eleito para governar para todos e não apenas para os amigos, “cumpanheiros”, aliados de ocasião ou conchavos. Como se não bastasse, o presidente da república vem a público – por diversas vezes – escarnecer do poder Judiciário e das leis que viola com a desfaçatez própria dos canalhas.

Temos uma candidata que pode ter supostamente entregue colegas de luta em troca de sua liberdade durante o regime militar (a insistência em manter trancada a ficha de Dilma no STM e vedar acesso às informações da época de seu cativeiro, só pode ensejar algo do gênero) e que muda suas opiniões ao gosto do freguês, como quem muda uma camisa velha, não pode despertar confiança em ninguém que pare para analisar esses fatos.

No próprio episódio do aborto podemos ver como Dilma perdeu uma oportunidade de se mostrar como estadista e preferiu ser a mentirosa de sempre. Pessoalmente, sou favorável à descriminalização. É uma posição racional de quem sabe que milhões de abortos são feitos hoje no Brasil – com ou sem o consentimento do governo e das igrejas. O Estado arca com custos enormes do resultado dos serviços prestados pelos açougueiros que se propõem a praticá-lo pelo país a fora. A descriminalização acabaria com isso e salvaria a vida de milhares de mulheres. É claro que ninguém, a não ser Edir Macedo, defende o aborto como arma de controle de natalidade. Mas, ao procurar um hospital público para abortar, a mulher poderia ser encaminhada a psicólogos, médicos e assistentes sociais que poderiam até demovê-la de fazer o aborto em troca de adoção, amparo social, etc.

O importante é apenas o seguinte: Seja você eleitor de Dilma ou de Serra, vote em seu candidato por convicção e baseado em informações reais. Não caia na onda do disse-me-disse e das frases prontas. Os dados e as informações estão disponíveis na Internet. Basta querer se informar. Ao encontrar alguém que pense diferente de você; não o encare como um inimigo mortal. Isso é coisa de imbecil e de despreparado. Uma opinião divergente da sua é apenas isso: diferente. Não é uma afronta pessoal e, muito menos, uma ameaça de morte. Sejamos civilizados e compreendamos o que é a democracia e a liberdade de pensamento.

Ou então, vamos todos nos transformar em radicais obliterados mentalmente e jogar bombas uns nos outros.

Veja aqui alguns números do IBGE do IPEA e da ONU (portanto, mais uma vez, não são do PIG, da Veja e nem do Visão: são números oficiais) que provam o desastre ou, pelo menos, a falsa propaganda, do governo em relação aos anos FHC. Números frios que mostram como é ruim essa “mania” do brasileiro não ter memória.

A pergunta que deve ser feita é uma só: o que eu quero para o meu país.

E aí, no dia da eleição; vote de acordo com isso e com a sua consciência. E não porque disseram isso ou aquilo do candidato A, B, C ou D.

Pense nisso.

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